quarta-feira, 22 de maio de 2013

VI Olimpíadas da Leitura do Agrupamento Vale de Milhaços

Realizou-se hoje a final das VI Olimpíadas da Leitura, com a participação dos 14 finalistas, todos alunos do 3º ano de escolaridade, das escolas do 1º ciclo do Agrupamento.

É sempre um momento muito importante, para os alunos, esta participação na final na BE da escola dos "mais velhos" e um momento interessante de convívio entre alunos. No final temos os três primeiros classificados muito felizes e os restantes um pouco tristes.  São momentos assim que os ajudam a crescer e a vencer etapas.

Parabéns leitores finalistas!




quinta-feira, 16 de maio de 2013

VI Olimpíadas da Leitura

Ler é esperar por melhor!


As bibliotecas-
Walter Hugo Mãe
(Jornal de Letras, 15 a 28 de Maio)

As bibliotecas são como aeroportos. São lugares de viagem. Entramos numa biblioteca como quem  está a ponto de partir. E nada é pequeno quando tem uma biblioteca. O mundo inteiro pode ser convocado à força dos seus livros.
Todas as coisas do mundo podem ser chamadas a comparecer à força das palavras, para existirem diante de nós como matéria da imaginação. As bibliotecas são do tamanho do infinito e sabem toda a maravilha.
Os livros são família direta dos aviões, dos tapetes-voadores ou dos pássaros. Os livros são da família das nuvens e, como elas, sabem tornar-se invisíveis enquanto pairam, como se  entrassem para dentro do próprio ar, a ver o que existe dentro do ar que não se vê.
O leitor entra com o livro para dentro do ar que não se vê.
Com um pequeno sopro, o leitor muda para o outro lado do mundo ou para outro mundo, do avesso da realidade até ao avesso do tempo. Fora de tudo, fora da biblioteca. As bibliotecas não se importam que os leitores se sintam fora das
bibliotecas.
Os livros são toupeiras, são minhocas, eles são troncos caídos, maduros de uma longevidade inteira, os livros escutam e falam ininterruptamente. São estações do ano, dos anos todos, desde o princípio do mundo e já do fim do mundo. Os livros esticam e tapam furos na cabeça. Eles sabem chover e fazer escuro, casam filhos e coram, choram, imaginam que mais tarde
voltam ao início, a serem como crianças. Os livros têm crianças ao dependuro e giram como carrosséis para as ouvir rir. Os livros têm olhos para todos os lados e bisbilhotam o cima e baixo, o esquerda e direita de cada coisa ou coisa nenhuma. Nem pestanejam de tanta curiosidade. Querem ver e contar. Os livros é que contam.
As bibliotecas só aparentemente são casas sossegadas. O sossego das bibliotecas é a ingenuidade dos incautos. Porque elas são como festas ou batalhas contínuas e soam trombetas a cada instante e há sempre quem discuta com fervor o futuro, quem exija o futuro e seja destemido, merecedor da nossa confiança e da nossa fé.
Adianta pouco manter os livros de capas fechadas. Eles têm memória absoluta. Vão saber esperar até que alguém os abra.
Até que alguém se encoraje, esfaime, amadureça, reclame direito de seguir maior viagem. E vão oferecer tudo, uma e outra vez, generosos e abundantes. Os livros oferecem o que são, o que sabem, uma e outra vez, sem refilarem, sem se aborrecerem de encontrar infinitamente pessoas novas. Os livros gostam de pessoas que nunca pegaram neles, porque têm surpresas para elas e divertem-se a surpreender. Os livros divertem-se.
As pessoas que se tornam leitoras ficam logo mais espertas, até andam três centímetros mais altas, que é efeito de um orgulho saudável de estarem a fazer a coisa certa. Ler livros é uma coisa muito certa. As pessoas percebem isso imediatamente. E os livros não têm vertigens. Eles gostam de pessoas baixas e gostam de pessoas que ficam mais altas.
Depois da leitura de muitos livros pode ficar-se com uma inteligência admirável e a cabeça acende como se tivesse uma lâmpada dentro. É muito engraçado. Às vezes, os leitores são tão obstinados com a leitura que nem acendem a luz. Ficam com o livro perto do nariz a correr as linhas muito lentamente para serem capazes de ler. Os leitores mesmo inteligentes aprendem a ler tudo. Leem claramente o humor dos outros, a ansiedade, conseguem ler as tempestades e o silêncio, mesmo que seja um silêncio muito baixinho. Os melhores leitores, um dia, até aprendem a escrever. Aprendem a escrever livros. São como pessoas com palavras por fruto, como as árvores que dão maçãs ou laranjas. Dão palavras que fazem sentido e contam coisas às outras pessoas. Já vi gente a sair de dentro dos livros. Gente atarefada até com mudar o mundo. Saem das palavras e vestem-se à pressa com roupas diversas e vão porta fora a explicar descobertas importantes. Muita gente que vive dentro dos livros tem assuntos importantes para tratar. Precisamos de estar sempre atentos. Às vezes, compete-nos dar despacho. Sim, compete-nos pôr mãos ao trabalho. Mas sem medo. O trabalho que temos pela escola dos livros é normalmente um modo de ficarmos felizes.
Este texto é um abraço especial à biblioteca da escola Frei João, de Vila do Conde, e à biblioteca do Centro Escolar de Barqueiros, concelho de Barcelos. As pessoas que ali leem livros saberão porquê. Não deixa também de ser um abraço a todas as demais bibliotecas e bibliotecários, na esperança de que nada nos convença de que a ignorância ou o fim da fantasia e do sonho são o melhor para nós e para os nossos. Ler é esperar por melhor. 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Visita à EB de Vila Nova da Barquinha - uma escola com muita ciência!


Um grupo de docentes da EB do Alto do Moinho, visitou a nova escola básica de Vila Nova da Barquinha, onde está integrado um centro integrado de educação em ciências (CIEC).
Uma escola fantástica!
Adorámos a visita e prometemos voltar com outros colegas, alunos e até com familiares e amigos.
A biblioteca escolar desenvolve atividades em articulação com o CIEC, com bastante qualidade.
Vejam o filme e entusiasmem-se!



Saiba mais sobre as iniciativas em:

https://www.facebook.com/ciec.vnb

(Fotografias da Biblioteca Escolar - brevemente!)

sexta-feira, 19 de abril de 2013

A Semana da Leitura na EB Alto do Moinho

A partilha de leituras pelas famílias foi relevante!

Os participantes foram inquiridos e o resultado foi este:

Os participantes selecionaram leituras, de acordo com o tema proposto ."O Mar"

  1.      “Aquela palavra mar” de Anabela Mimoso
  2.        “O dia em que o mar desapareceu” – José Fanha
  3.       “Lenda do mar” de Alves Redol.
  4.        Brincar às escondidas de Rosário Alçada Araújo (contos “Brincar às escondidas e histórias
  5.        “Histórias da Terra e do mar” – Sophia de Mello Breyner
  6.        “A mensagem de Fernando Pessoa” –adapt. Mafalda Ivo Cruz
  7.       Leitura do Poema “O Mostrengo pelo aluno
  8.       “Rosa e os feitiços do mar” – Manuela Costa Ribeiro
  9.    “A gaivota que não queria ser” de António Torrado
  10.   “O mundo maravilhoso dos animais: “As flores” e “Os golfinhos”
  11.  “As fadas – gostar de como se é” de Calouran
  12.    “A grande viagem” de Tiago Salgueiro
  13.    “Luisinho nos Oceanos” de marta Freitas
  14.  “A bruxa Mimi vai à praia” de Korky Paul
  15.    “A estrelinha do mar”  de Rosa Teixeira da Cruz
  16.   “À procura de nemo”- Disney
  17.    “A menina gotinha de água” de Papiniano Carlos
  18.    O livro das datas de Luísa Ducla Soares
  19.    “Um bom filho”- conto tradicional japonês
  20.    “Uma- poça-quase-lago-quase-mar” de Raquel Palermo
  21.  “A gota gotinha, a onda salgadinha e os amigos golfinhos de Sopia Patrício Dias
  22.   “Pinguim carteiro/Docinho Morango/ Camila vai à praia/
  23.  “Aquário” de João Pedro Messéder
  24.    “Histórias do mar” de Carla Oliveira
  25.  “Aventura subaquática” Ian Whybcow
  26.  “Apeixonados” José Pinheiro
  27.   “50 histórias para ler ao deitar”- a mota subaquática –de Anne Mckie
  28.  “Volta ao mundo em 80 histórias” de Saviour Pirotta
  29.  " A Foca e a auto-estima  de José Morán
  30.   “O barco de chocolate” de Cristina Norton
  31. “Não deem cabo da esperança –séc XV” de Ana Oom
  32.   “O peixe do copo dos dentes que queria nadar no mar” de António Laranjeira
  33.  “O Mar” de Luísa Ducla Soares
  34.   “Nadadorzinho “ de Leo Lionni
  35.  “A pequena Sereia” (Contos de sempre bilingues)
  36.   “Escolinha do mar” de Ruth Rocha
  37.    “Os peixes ás escuras”
  38. "  No fundo do oceano Kait Eatou
  39. " Maria Rius/Josep Parramón
  40. "O segredo do Rio de Miguel Sousa Tavares
  41.   "   Lendas do mar” de José Jorge Letria


Os mais lidos foram:
1.       Lendas do mar” de José Jorge Letria
2.       “Nadadorzinho “ de Leo Lionni
3.       “O dia em que o mar desapareceu” – José Fanha


Os momentos de leitura partilhada com a família, são carregados de enorme afetividade, como podemos ver nestas imagens::

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Cartazes Semana da leitura 2013

Foram muitas as Bibliotecas Escolares que criaram os seus cartazes da Semana da Leitura. Obras de arte que o Agrupamento de Escolas de Beja reuniu numa apresentação. Apreciem!...

terça-feira, 2 de abril de 2013