quarta-feira, 12 de julho de 2017

Trabalho colaborativo - Biblioteca e Sala de aula

  Convidei para aplicação experimental, de uma atividade do Kit Educativo  Compreender a Terra através do Espaço a professora do 2ºA, Fátima Soares. O desenvolvimento de trabalho colaborativo na área da ciência, com esta colega já vem de há muitos anos, mesmo antes da escola possuir laboratório.
A Fátima mostrou interesse em trabalhar a unidade temática “Luz e escuridão”. Escolhemos o dia possível dentro da programação da turma e decidimos utilizar a Biblioteca Escolar(BE) e o Laboratório para desenvolver as atividades, por fim organizámos os materiais necessários.

Na Biblioteca Escolar:
Ficha1- Luz e escuridão
1- Iniciámos a atividade na (BE), com os alunos curiosos e entusiasmados, porque iriam ter surpresas.  Utilizámos a metodologia Inquiry Based Science Learning (IBSL), tendo-lhes colocado a Questão-Problema:

“O que é a escuridão?”.
·       É uma coisa preta, muito negra mesmo.
·       É a noite, quando desligamos a luz.
·       Quando estamos no meio do mar, não vemos luzes é muito escuro mesmo.
·       É uma coisa que nós não vemos, não conseguimos ver nada. Só vemos preto.
·       Quando estamos na “casa do terror” está muito escuro não vemos nada.
·       Pode ser de noite e as luzes estão apagadas.
·       É um sítio onde não há absolutamente luz.
·       Quando se apagam as luzes todas fica completamente escuro.
·       (...)

2- Seguiu-se depois a leitura em voz alta do livro “Uma noite caiu uma estrela” de David Machado, com ilustrações de Paulo Galindro. O livro é uma pequena maravilha, uma história que se lê com prazer, com ilustrações fabulosas a preto e branco, é um livro que embora com um aspeto escuro emana uma luz especial . Como muitas histórias, também esta começa com aquelas três palavras que juntas formam quase uma canção: “Era uma vez um rapaz chamado Óscar que tinha medo de quase tudo.”(...) Um dia, enquanto pescava solitariamente e pensava nestas e em todas as coisas que gostaria de fazer se não fosse tão medroso, o impensável aconteceu: uma estrela caiu do céu, aterrando a poucos metros do lugar onde se realizava a pescaria noturna. (...)
As ilustrações de Paulo Galindro são muito expressivas e por vezes aterrorizantes, salpicadas por um vermelho que se cola às palavras assustadoras e aos olhares ferozes, guiadas por um belo bailado entre a escuridão e a luz, construindo um clima crescente de tensão(...)
A turma voltará à leitura deste livro no próximo ano como motivação para a unidade temática “Uma viagem através do sistema solar”, inserida no currículo do 3º ano de escolaridade  na disciplina de Estudo do Meio.


Terminada a leitura e a visualização das imagens resolvemos colocar mais algumas Questões Problema:
1 - “Podemos apanhar uma estrela com a nossa mão?”
·       Não podemos apanhar uma estrela com a mão, porque ela está muito alta.
·       Não podemos apanhar, porque elas estão muito quentes.
·       Não podemos apanhar uma estrela na montanha com escadotes, malas, bicicletas...isso é uma história!
·       Com um foguetão podemos apanhar uma estrela! Elas são filhas do céu. Elas pertencem ao céu.
·       Não podemos apanhar uma estrela, porque elas são planetas muito pequenos.
(...)

2- As estrelas podem cair?
·       Com ar podem.
·       As estrelas cadentes podem cair.
·       As estrelas não podem cair porque flutuam no espaço. Estão presas no espaço com o ar.
·       Não podem cair por causa da gravidade do espaço. Depende, se estiverem próximas podem cair.
·       Não caem, mas eu não sei porquê...
·       Não podem cair porque têm de estar no espaço a dar luz e iluminar os humanos.
·       Não podem cair porque iluminam os extraterrestres.
·       Não caem por causa da gravidade... de ano a ano passa uma estrela cadente.
·       (...)
3- Sabem o nome de alguma estrela?
·       Ursa maior.
·       Estrela cadente.
·       O sol. É ele que nos faz ter luz de dia.
·       (...)
 Nas respostas às questões colocadas aos alunos, usando a metodologia IBSL, ficámos com uma ideia sobre os seus conhecimentos sobre vários assuntos, que poderão funcionar como ponto de partida para mais atividades na área da ciência, aplicando o KIT Educativo, Compreender a Terra através do Espaço.

No Laboratório:
Na tenda escurecida:
Foi montada uma tenda no Laboratório da escola, completamente escurecido. Quisemos também observar a reação dos nossos alunos em ambiente escuro, sem saber o que ali iriam encontrar.
Em grupos de quatro alunos de cada vez foram dentro da tenda descobrir através do tacto, os objetos que lá tínhamos colocado. No regresso colocamos-lhe as questões:

O que sentiram ao entrar dentro da tenda?
 . Não senti medo.
 . Não tive medo, mas quando senti um objeto fiquei assustado.      
 . Senti que ia vomitar porque estava muito escuro, assustei-me pensei que eram animais...
 . Não senti medo, já estava habituado a andar ás escuras.
 . Achei estranho estar uma tenda no laboratório...
  (...)
Que objetos encontraste dentro da tenda?
Identificaram-nos todos, os materiais, mas as cores não souberam dizer porque não tinham luz.
Ficha 2- As cores da Luz
Questão problema:
Há cores na luz do sol?
·       A luz do sol é amarela.
·       A luz é branca. É a luz do dia.
·       Só quando aparece o arco-íris é que vemos cores!
·       (...)
As cores da Luz
Construção do espectroscópio.
Foi elaborado um espectroscópio para cada aluno e no laboratório fomos visualizar as cores da luz nas lâmpadas do tecto, na luz natural que entra pela janela e num candeeiro com luz mais forte e mais direta. Foi muito boa a descoberta do arco-íris através do orifício do espectroscópio, e no teto através da reflecção da luz que entrava pela janela no CD.
No final da sessão todos levaram o espectroscópio para casa para experimentarem com a família e transmitirem as suas descobertas.
Nos dias seguintes chegaram-nos alguns comentários,  bastante gratificantes das famílias.








2 comentários:

P. Sobreiro disse...

Colaboração, criatividade, resiliência... ensinar a aprender.
Juntas conseguimos. Venham de lá novos desafios.

PB - Zélia Pereira Santos disse...

Vamos ver...o futuro o dirá. Haverá incentivos, valorização, apoios?